Fumaça profissional


A ideia de escrever dessa vez foi numa organização de fotos, coisa que raramente acontece pois acabo fazendo outras coisas juntas, como no caso dessa publicação.

Remexendo nos arquivos achei essas fotos feitas ainda em janeiro de 2015 para a então recém-formada AOO Specialized, uma equipe de mountain bike que seria apresentada a imprensa e ao mercado dias depois das fotos.

Sempre digo e reafirmo, não é fácil fotografar atletas, pelo simples fato deles serem atletas e não modelos fotográficos. Alguns gostam outros odeiam e a minha função no caso é fazer que todos saiam "bem na foto".

Começamos com a parte mais difícil para o atleta, o temido estúdio! Nada de pedalar e sim posar para essa pessoas que vos escreve. Dias antes estava com algumas ideias que o cliente me deixou totalmente a vontade para aplicar, ou seja, poderia fazer o que quisesse! Fiquei mega feliz até o momento de coloca-lo em prática!

A ideia era fazer as fotos (todas - indoor e outdoor) com fumaça. Como não tenho um produtor ou algo do gênero conversei com um amigo que sempre é bem critico com ideias e fotos e dessa vez ele achou que seria legal. Depois de algumas pesquisas pela internet resolvi investir numa máquina de fumaça para fazer tudo isso e ainda poderia usa-la para uma próxima ideia. Comprei quase a mais forte com o super liquido que, de acordo com o vendedor, faria muita fumaça. Era disso que precisava.

No dia da foto tentei chegar com antecedência no estúdio mas um acidente no horário de rush no meu caminho me atrasou e acabei chegando junto com meus modelos/atletas para a foto. Para não dizer que não havia testado a máquina de fumaça eu já tinha feito duas vezes: uma numa sala de escritório (sem janelas) e na garagem de casa com meus filhos. Eu sabia que era bastante fumaça.

Me ajeitei correndo no estúdio. Rapidamente posicionei a luz como queria, mas a luta seria mesmo com a fumaça. Liguei a bichinha...Liquido, ok! Controle remoto, ok (sim, com controle remoto)! Luz, ok!

- Beleza... vamos lá, quem será o primeiro?

- Eu vou Piva - Raiza Goulão

Posicionei a Raiza, contei rapidamente o que faria e então: FUMAÇAAAAAAAAAA

Pior cagada que podia ter feito era ter apertado aquele botão! Errei na mão....A fumaça era absurda... muito muito muito. E a Raiza sumiu na fumaça......Sim, ela sumiu!

Não sei se ria ou chorava, SERIÃOOOO.... sem desespero, por favor Fabio.

Beleza, aquela porra não daria certo, o estúdio não ajudava, não ventilava e parecíamos que estávamos dentro de uma nuvem. Abortei aquilo tudo e me concentrei em que as fotos deles ficassem perfeitas sem aquela bosta de fumaça!

Fiquei batendo papo com a equipe até sairmos de dentro da nuvem que aquilo deu certo. Nossa sessão fotográfica foi demais e até os mais travados (eles sabem bem quem são) pareciam profissionais também para posar!

A parte mais difícil estava completa, fotos feitas e sucesso total. Três dias depois após alguns compromissos da equipe tivemos mais uma janela de horário para fazer as fotos de ação. Gastamos no máximo 1 hora para fotografar na mata. Tudo isso durante o intervalo de testes de esforço para o técnico. Os caras estavam em casa e eu também. Bastava pedalar e isso eles sabiam bem e eu tirar o maior proveito de toda aquela ação.

A única coisa que eu falava era um mais rápido/devagar e cuidado com a cara de choro. Sim, as vezes eles fazem cara de chororô....

Estava feito! Usei um mix de luzes para as fotos de ação que até então nunca tinha usado e o resultado foi melhor do que eu esperava! Foi bom! E tudo isso foi pra contar da maldita máquina de fumaça e ideias que não dão certo.

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