Peixe quase fora da água....

Recentemente fui convocado para fotografar o atleta Igor Amorelli, um monstro do triatlon profissional que acaba de entrar para o time de atletas da Red Bull. Posso dizer que me senti confortável com essa missão, porém são três modalidades num esporte só: corrida, ciclismo e natação!

O confortável talvez apenas pela parte do ciclismo, o esporte que me introduziu na fotografia, onde aprendi muito e me impulsionou para outras vertentes. Fora da zona de conforto estavam a corrida e a natação.

A corrida eu já tive boas experiências, desde de corridas de aventuras a São Silvestre, agora a natação a minha única experiência foi apenas amadora e recreacional. Explico:

Desde que a câmera Go Pro invadiu o mercado, as fotos dentro d' água viraram uma constante e praticamente "popularizou" esse tipo de fotografia.

Eu com meus dois filhos adoramos brincar com ela na piscina, fazendo foto ou vídeo, não há como negar que é muito legal.

Mas quando se fala de fotografia profissional o buraco é um pouco mais embaixo. Estava quase me sentindo um peixe fora d'agua (os amigos bullying já mandaram um - baleia), fora da zona de conforto e era aí mesmo que eu queria apavorar.

Talvez eu estude muito mais agora do que na época onde frequentava a escola e a faculdade e foi isso o que aconteceu. Comecei a pesquisar e procurar as melhores imagens do triatlon no mundo e em cada modalidade, para ter certeza o que é o certo ou errado. A mesma coisa que acontece em esportes radicais como skate ou BMX, para você ter uma bela foto no momento exato na manobra.

Outra grande missão era achar a caixa estanque onde colocaria a minha câmera, tarefa que não foi das mas fáceis, apesar de morar na maior cidade do país. Missão que só acabou a apenas 12 horas antes de embarcar para Balneário Camboriú (SC). Uffaaaa... com emoção as vezes não é o mais legal.

Ao lado do mito, motorista, pagador de conta, produtor, assistente, chefe, palpiteiro e fotógrafo bullying de backstage, Léo Murgel começamos nossos trabalhos com um reconhecimento final do local das fotos junto com o Igor. Na véspera da ação em sí.. apenas uma cerveja e dormir cedo.

A idéia era começar as 6 da manhã, antes do sol nascer e usar ao máximo os primeiros raios de luz. Pena que esquecemos de avisar a mãe natureza que mandou um solzinho as 6h32 e depois só as 10h30. Foi quando eu já tinha feito algumas coisas e resolvemos partir para a água.

IMG_1828.jpg

foto do bullying por Léo Murgel

Apenas tinha esquecido os óculos no hotel e o pé de pato que achei que não precisaria, cagada! Praia de tombo não é fácil e série de onda entrou nos primeiros 5 minutos. Fomos para um canto mais tranquilo, numa ponta de praia e recomeçamos. Fotografar com uma caixa estanque é quase voltar a fotografia analógica. O resultado era só depois. Mas estava confiante que o trabalho estava rolando muito bem. Dando até tempo para fazer uma foto com o Igor dentro da água.

Léo Murgel além de cornetar fica brincando de backstage

O dia foi longo e mega produtivo. Fizemos mais uma sessão de fotos também na piscina, corrida, bike e finalizamos com retratos, por dosol com o pé na areia. Começamos as 6 e chegamos no hotel passava das 9 da noite. Estava ansioso por saber das fotos e assim que coloquei no computador tive certeza do resultado, tava demais.

Um dia depois comecei a edição e apenas comprovei de quanto produtivo tinha sido aquele trabalho e mais um desafio.

Logo mais colocarei as fotos no site, elas estão demais!

Valeu demais Léo, Matheus. Obrigado Igor Amorelli pela paciência e confiança!

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